Comissão de Ética Pública é acionada para findar com ataques de Guedes ao funcionalismo público

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, sobre os impactos econômicos e financeiros da Nova Previdência.

A Associação e a Federação Nacional de Servidores do Ministério Público (Ansemp e Fenamp), em conjunto com diversas outras entidades representativas de trabalhadores de todo o país, acionaram a Comissão de Ética Pública Federal contra o ministro da Economia, Paulo Guedes. As instituições pedem a aplicação da penalidade de advertência e o encaminhamento de sugestão de exoneração pelo fato do ministro ter ofendido, mais de uma vez, o funcionalismo público, chegando a comparar a categoria a “assaltantes e saqueadores”.

A acusação contra Guedes não advém de um trecho isolado de uma entrevista ou pronunciamento, mas sim de várias declarações. Em uma delas, o ministro sugere, por exemplo, que os servidores seriam a causa dos supostos problemas financeiros do país. Desde o início das discussões envolvendo a Reforma da Previdência, o denunciado acusa essa parcela específica de fazer lobby em prol da manutenção de supostos “privilégios”, inclusive chamando os servidores de “parasitas”.

Segundo a advogada Aracéli Rodrigues, sócia do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, que patrocinou a medida, “essas declarações caluniosas e difamatórias buscam manchar o imaginário público sobre o que é ser servidor e qual a sua importância para a sociedade, especialmente nesta época da pandemia, exclusivamente para demonizar o funcionalismo. Ou seja, Paulo Guedes faltou com decoro, respeito e zelo ao falar da honorabilidade e desempenho do funcionalismo público, e por isso deve ser punido pela Comissão de Ética, no mínimo”.

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