CSP-Conlutas – Professores e funcionários estaduais de RS entram em greve contra projeto que acaba com direitos

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Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul estão em greve desde segunda-feira (18), contra o pacote do governo Eduardo Leite, apresentado na assembleia legislativa, com uma série de ataques aos trabalhadores.

A greve é organizada pelo CPERS – Sindicato que representa mais de 80 mil professores(as), funcionários(as) de escola e especialistas da rede estadual de todo o Rio Grande do Sul.

O Sindicato denuncia que o governador Eduardo Leite (PSDB) está alinhado com o governo de ultradireita de Bolsonaro, e querendo destruir as conquistas dos trabalhadores e o próprio Rio Grande do Sul.

O projeto ataca o plano de carreira dos trabalhadores em educação, retirando todos os direitos conquistados ao longo da história, instituindo em um absurdo achatamento do plano de carreira da categoria.

Também o governo transforma o piso nacional em vencimento, ou seja, ele retira todas as vantagens da carreira, e coloca os valores acumulados até hoje como vencimento para dizer que pagou o piso. Tal manobra é considera uma “mentira” pelo sindicato e representa um ataque a lei do piso, um direito conquistado através da luta da classe trabalhadora.

Esse ataque não é só contra a Educação no estado, é um ataque contra todos os servidores públicos do RS, que estão sendo atingidos pelo rebaixamento de salários, pela perca do triênio, do direito a promoção e do direito ao plano de carreira. Os trabalhadores estão perdendo também o direito às férias (por exemplo, os professores têm direito a 45 dias de férias e o governo quer reduzir para 30 dias). Os aposentados perderam o direito à isenção, importante conquista, e agora estão tendo que contribuir para o IPE Prev.

Uma das dirigentes do CPERS e também membro da SEN – Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Rejane de Oliveira destaca que esse projeto do governo é um ataque contra todos os trabalhadores em educação e contra todos os direitos conquistados. “A luta é a nossa única saída!”, aponta.

Para Rejane, o debate que está sendo feito na greve vai além da reivindicação da greve, porque tem a ver com a defesa da escola pública, hoje sucateada, onde o governo fecha escola e demite o contratado: “Os educadores do RS tem o salário atrasado e parcelado há 5 anos, salário esse que também está congelado, tudo isso tem que ser debatido”.

Foi realizada uma assembleia na quinta-feira da semana passada, em que já que havia uma decisão da categoria de entrar em greve em 72 horas caso o governo protocolasse o projeto. O governo protocolou no dia 13, e então ontem dia 18 foi o primeiro da greve, que está forte e vem crescendo.

A principal reivindicação da greve é pela retirada do projeto da Assembleia Legislativa. O sindicato destaca que o governo “mente que dialogou com o CPERS, o governo mente que vai resolver o problema da crise do estado do Rio Grande do Sul jogando o peso e a responsabilidade da crise sobre as costas dos trabalhadores”.

Foi constituído um comando de greve, que já se reuniu no dia 18 e tirou várias atividades de luta para essa semana e para a semana que vem.

Na próxima terça-feira (26/11), às 13h30, na Praça da Matriz, está marcada nova Assembleia Geral de Mobilização, que vai decidir qual o próximo calendário de luta da greve. Vamos buscar apoio de todas as entidades.

A Central Sindical e Popular CSP-Conlutas se coloca integralmente do lado da greve e presta seu apoio incondicional a luta dos educadores e dos servidores públicos do RS.

Confira moção de apoio

Todo apoio à greve do CPERS!

Pela imediata retirada do projeto da Assembleia Legislativa!

Calendário:

  1. Dia 22 de novembro – Caminhada até as CRES para entrega de documento exigindo do governo a retirada do pacote.
  2. Dia 26 de novembro – Terça-feira, Assembleia Geral de Mobilização, às 13 h e 30 min, na Praça da Matriz.