CSP-Conlutas – 64º Conad delibera por Greve Nacional da educação pública e contra a Reforma da Previdência

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Andes-SN

15/07/2019

Em meio à conjuntura de ataques aos direitos da classe trabalhadora, a 64ª edição do Conselho do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior) que aconteceu de 11 a 14 de julho, em Brasília, aprovou importantes resoluções e aponta lutas para a categoria docente.

Entre elas um manifesto em defesa da educação pública e gratuita contra o projeto de privatização das universidades pelo governo Bolsonaro e também a aprovação da greve em 13 de agosto, data nacional de paralisação da educação no país.

A reunião contou com 238 representantes das 64 seções sindicais deliberando nos Grupos Mistos e aprovando assuntos relativos à luta do Sindicato. Participaram 62 delegados, 134 observadores, 38 diretores do ANDES-SN e 4 convidados.

O 64º Conad teve início quinta-feira, 11. Com o tema “Em defesa da educação pública, dos direitos sociais e das liberdades democráticas”, a abertura foi marcada por discursos que reafirmaram as necessidades de ampliar a luta pelos direitos sociais, diante dos acirrados ataques à educação e à previdência social.

Ao declarar a abertura do evento, presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçalves, destacou os principais objetivos do Conad: “O motivo principal de estarmos aqui é pensar a política do sindicato em um momento em que a extrema direita, que está atacando fortemente a nossa classe, governa o país. O Andes-SN tem se mantido firme, na luta e na direção correta contra a MP 873, contra os contingenciamentos e todos os ataques que estão sendo realizados por esse governo. Temos muitas tarefas aqui pois a classe trabalhadora não aguenta mais traição e tampouco aguenta ter os direitos colocados na mesa, para servir de barganha nessa disputa’’.

Antonio destacou ainda que o Conad também tem a função de fazer apreciação das contas, finanças e balanço do último período e, assim, atualizar o plano de lutas da instituição.

A CSP-Conlutas esteve representada na mesa de abertura pelo membro da Secretaria Executiva Nacional Paulo Barela, que abordou o grave momento enfrentado pelos trabalhadores e trabalhadoras e principalmente pelos profissionais da educação que sofrem as consequências de um governo de extrema direita. “Juntos, a partir dos debates feitos aqui, estamos construindo condições necessárias junto à classe trabalhadora, para acabar com os interesses da burguesia “, falou Barela, reforçando a importância da luta e da imediata necessidade de construção de uma nova greve geral no país.

A mesa da plenária de abertura foi composta por dirigentes do Andes-SN, da CSP-Conlutas, da Reitoria da UnB, da Fasubra, do Sinasefe, das CEFEs), do Sinal, da Anpae, da CNTE e do Sindfub.

A sexta-feira (12) foi dedicada à manifestação contra Reforma de Previdência e em defesa da educação e do emprego convocada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e incorporada pelas Centrais Sindicais e diversas entidades e movimentos.

No sábado (13), os participantes fizeram a avaliação e atualização do plano de lutas, a partir dos temas de educação, direitos e organização dos trabalhadores e trabalhadoras.

A tarde começou com o tradicional momento de confraternização e cultura com o samba de coco, ciranda e maracatu da recifense Mestre Martinha do Coco, que há mais de uma década encanta os brasilienses com o ritmo contagiante da sua música. Depois do espetáculo, a coordenação do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe, Questões Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) anunciou o lançamento da edição especial do InformANDES sobre a luta pela descriminalização do aborto.

A plenária aprovou a atualização da luta pelos direitos da classe trabalhadora, da educação pública e gratuita e pelas liberdades democráticas. Também foi aprovado o fortalecimento da luta contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro e do congresso. Ainda, ficou decidido impulsionar a participação das seções sindicais no Fórum Sindical Popular e de Juventudes por Direitos e Liberdades Democráticas, fortalecendo a Frente Nacional da Escola sem Mordaça, impulsionando a sua construção nos estados e municípios.

Os docentes também decidiram pela reafirmação da CSP-Conlutas e por levar as deliberações do Conad ao 4 º Congresso da CSP-Conlutas em 2019.

Outra deliberação foi a decisão de convocar com a Conedep (Coordenação Nacional das Entidades em Defesa da Educação Pública e Gratuita), o IV ENE (Encontro Nacional da Educação), em 2021.

Também foram abordados os temas relacionados à política de questão de gênero e diversidade sexual, ciência e tecnologia, comunicação e arte, ajudando na atualização do plano geral de luta.

Por fim, diante do mais recente ataque do governo de extrema-direita, que propõe apresentar nessa semana um projeto que visa acabar com a gratuidade de ensino nas Universidades, IFs e CEFETs, através da chamada “autonomia financeira”, foi aprovado um “Manifesto de Alerta em Defesa do Ensino Público e Gratuito”.

Greve Nacional da Educação

Uma das principais deliberações foi a determinação para consolidar a Greve Nacional da Educação, em ampla unidade com as demais entidades da educação. A paralisação está marcada para acontecer no dia 13 de agosto e foi convocada inicialmente pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), juntamente com outras entidades representativas da classe e está incorporada ao calendário da CSP-Conlutas.

Na avaliação de Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, este é um importante meio para catalisar a construção de uma nova greve geral no país, a exemplo do que aconteceu no dia 14 de junho. ‘‘Travamos uma intensa luta em defesa da educação pública e da seguridade social. Para barrar este governo nefasto, já contribuímos em movimentos como o 15M, o 30M, o 14J e o grande ato na última sexta-feira, 12. Estamos nos somando às entidades da educação para a construção do 13 de agosto. É um gesto muito importante para construir a unidade tão necessária na atual conjuntura do país’’, destacou Antonio.

O 64º Conad chegou ao fim com a votação das resoluções no domingo (14).

(Fonte: Andes-SN)

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