Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora apontará Dia Nacional de Lutas rumo à Greve Geral

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A reunião das Centrais Sindicais, realizada nesta quinta-feira (14), definiu encaminhamentos para a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, dia 20 de fevereiro.  Entre as principais ações deliberativas dessa importante atividade será apontar uma jornada nacional de lutas, que incluirá um dia nacional de manifestações, paralisações e protestos, em defesa da Previdência Pública, rumo à Greve Geral.

As oito Centrais Sindicais reunidas destacaram a importância de direcionar esse calendário de mobilização tendo como perspectiva a construção da Greve Geral, que no entendimento de todos é a única forma de conseguir barrar a Reforma da Previdência.

Até lá, serão consolidadas uma série de ações nos estados para fortalecer a luta em defesa das aposentadorias. Para além desse calendário de atividades, outras ações, como fazer corpo a corpo junto aos parlamentares no Congresso também compõem as estratégias de atuação que terão várias frentes.

Organização da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

As Centrais deram informes dos preparativos para a atividade, que incluem manifestações unitárias nos estados mais distantes e também a participação no ato Nacional que acontece na Praça da Sé.

Esse será o primeiro grande ato convocado por essas entidades nesse ano de 2019 , e seu caráter unitário tem impulsionado a participação de mais trabalhadores em torno da luta em defesa da Previdência Pública.

Os informes indicam que haverá um dia com massiva participação dos trabalhadores de São Paulo e com caravanas vindas de diversos estados.

A CSP-Conlutas está colocando peso para a participação do máximo possível de trabalhadores, não apenas de São Paulo, mas também de outras regiões. Caravanas com ônibus do estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de São Paulo e delegações de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná estão sendo organizadas para integrarem o ato na Praça da Sé.

“Nós, da CSP-Conlutas, acreditamos que isso ajuda a armar a classe trabalhadora, desde baixo, rompendo as fronteiras, inclusive, dos sindicatos e envolvendo todos os movimentos sociais do nosso país para poder derrotar essa famigerada Reforma da Previdência”, destacou o integrante da Secretaria Executiva Nacional da Central Atnagoras Lopes.

Proposta da Reforma da Previdência

O governo de Jair Bolsonaro (PSL), segundo a grande imprensa, pode, nesta quinta-feira, apresentar projeto de reforma formalmente.

Já foi anunciado que o governo vai jogar peso em publicidade para o convencimento da população de que a mudança na Previdência é boa. “Vai mentir descaradamente e tentar manipular a população instigando a confusão para que de fato os trabalhadores não entendam os malefícios da reforma. Ao invés de trabalhar com a palavra “reforma” atuará com a palavra “mudança” o que pode soar como positivo para a população, o que tem como intuito acabar com a aposentadoria e direitos previdenciários”, alerta o dirigente da SEN (Secretaria Executiva Nacional) da CSP-Conlutas Luis Carlos Prates, o Mancha, que participou da reunião.

Neste sentido, o desafio apontado por todos é de que é preciso fortalecer o entendimento de que a mudança será para atacar ainda mais os trabalhadores.

Assim, a tarefa é fazer com que esse calendário de mobilizações atue como direcionador para combater o discurso de Bolsonaro e ganhar os trabalhadores para defender seus direitos, entendendo, mesmo os que votaram nele, que este governo atuará para acabar com a aposentadoria, porque está a serviço de seus próprios interesses, dos interesses do mercado financeiro e de grandes empresários.

“Vamos à luta fazer um dia 20 poderoso, construir esse calendário de mobilizações, rumo à greve geral para derrotar a Reforma da Previdência”, concluiu o também membro da SEN Paulo Barela, que também participou da reunião.

Fonte: CSP Conlutas

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