#OcupaBrasília: mais de 150 mil nas ruas de Brasília contra a retirada de direitos, pelo Fora Temer e Diretas Já!

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Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais estão avaliando o #OcupaBrasília, realizado no último dia 24 de maio como um dos maiores atos já realizados contra os ataques do governo Temer aos trabalhadores.

A manifestação reuniu mais de 150 mil pessoas, vindas em caravanas de todos os Estados brasileiros e de diferentes categorias e movimentos sociais. Foi mais uma forte atividade de uma sequência crescente de atos que iniciaram em março contra as reformas do governo de Michel Temer.

A avaliação das centrais sindicais e movimentos sociais foi de que a atividade superou as expectativas e demonstrou capacidade de uma ampla mobilização e organização de uma atividade complexa como a dia 24.  Outro fator destacado foi a importante unidade das centrais sindicais, que fortaleceu a luta contra as reformas, demonstrando a construção de convergência, sem deixar de lado as agendas e propostas específicas.

Repúdio a violência

Antes mesmo de chegarem a Esplanada dos Ministérios, os trabalhadores em marcha foram recebidos pela Polícia Militar com uma brutal e desnecessária violência, com bombas de gás, spray de pimenta, balas de borracha, cães treinados e com cavalos por cima dos manifestantes, resultando em diversos feridos. Esta violência foi repudiada pelas centrais.

Uma violência policial que cresceu durante toda a manifestação e culminou com a convocação do Exército pelo governo Temer para enfrentar os manifestantes, o que não se via desde os tempos da ditadura militar. O absurdo da convocação, inclusive com autorização de uso de arma letal, fez com que diversos setores da sociedade e do próprio Congresso se manifestassem com indignação à medida e a ordem foi revogada no dia seguinte.

Importante caminhada

O movimento Ocupa Brasília foi mais uma etapa na mobilização que começou no dia 8 de março com as Mulheres; avançou no dia 15 de março com as manifestações ocorridas em inúmeras cidades reunindo diversas categorias; cresceu com o caráter nacional da greve do dia 28 de abril e culminou com essa forte  mobilização na capital Federal.

Manter a mobilização

Os trabalhadores precisam agora manter as mobilizações até que as reformas sejam derrotadas. Neste sentido, é fundamental manter a unidade das centrais sindicais em torno da bandeira “nenhum direito a menos”, agregando o “Fora Temer” e o “Diretas Já!”.

Também é importante a imediata organização de uma nova greve geral ainda para o mês de junho, assim como construir canais de diálogo com a sociedade para esclarecer sobre o que representam estes ataques para os trabalhadores, aposentados, estudantes, mulheres, enfim, todos os brasileiros. Além disso, é preciso manter as manifestações e ações locais como forma de pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais para que votem contra as reformas.

As centrais sindicais e movimentos sociais já estão organizando uma nova agenda de lutas que deve estar sendo divulgada em breve.

A FENAMP, que tem participado de todas as atividades, desde já convoca a categoria a somar nestas lutas, participando das manifestações, cobrando dos políticos, esclarecendo amigos, familiares e a comunidade. As reformas atingem indistintamente trabalhadores do setor público e privado e afeta a vida das gerações futuras, além de atingir também, quem já está em atividade, com pedágios, perda de direitos, rebaixamento de salários, entre outras situações. Portanto, as lutas que temos pela frente são de todos trabalhadores.

Assessoria de Comunicação

30/05/2017 16:29:28

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